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	<title>Assertiva RH</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 15:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia era claro e tudo conspirava para que o prop&#243;sito de Irina se concretizasse. Comprar ingredientes para o churrasco do dia seguinte era sua meta. Sugestion&#225;vel era o estado de espirito de Irina. Seu imagin&#225;rio estava rico e detalhes &#8211; picanhas, asinhas de frango, cora&#231;&#227;o de frango, al&#233;m de uma suculenta maminha e obviamente&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=614" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	<a href="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/oportunidade3.jpg" rel="" style="" target="" title="" rel="lightbox[614]"><img alt="" class="size-medium wp-image-711 alignleft" height="225" src="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/oportunidade3-300x225.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; " title="oportunidade3" width="300" /></a><font face="Arial">O dia era claro e tudo conspirava para que o prop&oacute;sito de Irina se concretizasse. Comprar ingredientes para o churrasco do dia seguinte era sua meta. Sugestion&aacute;vel era o estado de espirito de Irina. Seu imagin&aacute;rio estava rico e detalhes &ndash; picanhas, asinhas de frango, cora&ccedil;&atilde;o de frango, al&eacute;m de uma suculenta maminha e obviamente o carv&atilde;o que promoveria a brasa que se encarregaria por aquecer a alma de todos no entorno da churrasqueira.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Irina chegara cedo pela manh&atilde; no supermercado &Ecirc;nfase. O movimento era intenso. Quando adentrara a &aacute;rea de vendas do supermercado &Ecirc;nfase, se percebeu experimentando um misto de perplexidade e encantamento. A geografia da loja constitu&iacute;da de ilha, g&ocirc;ndolas e corredores labir&iacute;nticos excitava a sofisticada consumidora. Sobretudo, o cheiro de tomates, mangas, e o visual das g&ocirc;ndolas de perfumarias invadiam a alma e a seduziam. Colaborando para que ocorresse em Irina um &iacute;mpeto de consumo. A arruma&ccedil;&atilde;o dos produtos nas prateleiras das g&ocirc;ndolas concorria para que se observasse que as pessoas no interior desse ambiente, disparador de desejo, quase n&atilde;o piscassem, pois imensas num mix extravagantes e necess&aacute;rios produtos, com suas marcas inteligentes e arrebatadoras. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">A din&acirc;mica das filas nos caixas sugeria equil&iacute;brio das profissionais que os operavam. Carrinhos competentemente arrumados passando nos corredores iluminados e perfumados faziam de Irina ref&eacute;m desse espa&ccedil;o m&aacute;gico e sedutor. Encaminhou-se para uma banca de degusta&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;. Pois sua inten&ccedil;&atilde;o era permitir-se relaxada e apreciadora. No entanto, enquanto apreciava o bom caf&eacute;, monitorava tudo e todos, observando cada setor, ressaltando para si, disposi&ccedil;&atilde;o de produtos, atendimento dos funcion&aacute;rios para com os clientes e entre os mesmos.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Quem a observasse se deparava, ap&oacute;s o caf&eacute; degustado, com os passos sincr&ocirc;nicos de Irina empurrando o carrinho na dire&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;ougue. Irina atende &agrave; frente do a&ccedil;ougue, avaliando qualidade das carnes e higiene. Mas o prop&oacute;sito de Irina n&atilde;o era s&oacute; este e sim levar a melhor picanha, o melhor lombo e todos os produtos que participariam do churrasco que festejaria o seu anivers&aacute;rio.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Com efeito, n&atilde;o deve haver d&uacute;vida, a loja supermercadista competente e competitiva &eacute; aquela que promove o bem-estar de quem a visita. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja</font>
</p>
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		<title>Vinho tinto</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[H&#225; seis meses Irina n&#227;o saia de casa. Deprimida, vivia um cotidiano de ang&#250;stia e melancolia. Mas naquele dia ensolarado de julho, resolveu ir at&#233; o Supermercado &#202;nfase. Precisava de for&#231;a, desejo de recome&#231;ar. Talvez o ambiente do supermercado pudesse lhe fazer bem. Assim caminhou solit&#225;ria e pensativa, lembrando das pessoas que trabalhavam na loja&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=612" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	<a href="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/img_lideranca.jpg" rel="" style="" target="" title="" rel="lightbox[612]"><img alt="" class="size-medium wp-image-717 alignleft" height="232" src="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/img_lideranca-300x232.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; " title="img_lideranca" width="300" /></a><font face="Arial">H&aacute; seis meses Irina n&atilde;o saia de casa. Deprimida, vivia um cotidiano de ang&uacute;stia e melancolia. Mas naquele dia ensolarado de julho, resolveu ir at&eacute; o Supermercado &Ecirc;nfase. Precisava de for&ccedil;a, desejo de recome&ccedil;ar. Talvez o ambiente do supermercado pudesse lhe fazer bem. Assim caminhou solit&aacute;ria e pensativa, lembrando das pessoas que trabalhavam na loja antes de sua aus&ecirc;ncia.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Ao Chegar ao &Ecirc;nfase, Irina se surpreendeu com o que viu e imediatamente interpretou que estava ganhando um presente. Perplexa, compreendeu que seu supermercado estava todo reformado.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Com passos lentos e com olhar de tristeza se emocionou com os vasinhos de violeta, vasos de ard&iacute;sia, rafs, mudas de buganv&iacute;lia de todas as cores pertencentes &agrave; floricultura, que n&atilde;o havia antes.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&Agrave; medida que adentrava o &Ecirc;nfase se deparava com algo novo. Chamou-lhe a aten&ccedil;&atilde;o o piso negro de granito, que refletia sua imagem a cada avan&ccedil;o de sua caminhada. Disfar&ccedil;adamente as lagrimas desciam sugerindo a emo&ccedil;&atilde;o diante desse presente singular.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">As compras se intensificavam cada impacto, do novo, na loja, ou seja: A&ccedil;ougue com arrojada configura&ccedil;&atilde;o, padaria sedutora e com qualidade, ilhas e g&ocirc;ndolas com formato futur&iacute;stico.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Ap&oacute;s tomar um caf&eacute; daqueles que esquentam at&eacute; a alma, resolveu comprar um vinho Cabernet Sauvignon, de prefer&ecirc;ncia portugu&ecirc;s, queria muito lembrar seu pai, que era um genu&iacute;no apreciador. Pela primeira vez se flagra dando um sorriso, pois ficou maravilhada com a adega grandiosa e estrat&eacute;gica que fazia parte da loja que ela dizia para si, ser a loja do seu bairro.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Mas o verdadeiro antidepressivo encontrado por Irina no supermercado foi o sorriso esbo&ccedil;ado por todos os atendentes ao perceberem sua presen&ccedil;a. A cada se&ccedil;&atilde;o era festejada com &ecirc;nfase por todos. Quando o gerente percebeu que nossa personagem havia terminado suas compras entregou-lhe um buquet de &#39;dizendo&#39; que gostaria de v&ecirc;-la sempre no dia-a-dia dos funcion&aacute;rios.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Com efeito, o bom atendimento contempla que a equipe perceba a aus&ecirc;ncia dos clientes que s&atilde;o ass&iacute;duos e que festejem a volta desses.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja</font>
</p>
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		<title>Noite fria</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Noite fria, exuberantemente fria, Daquelas noites que sugerem sof&#225; e cobertor, ch&#225; quente, caf&#233; ou chocolate. Frio que invade frestas e que penetra a alma. Essas noites que d&#227;o o sentido da solid&#227;o e que demitem as ruas. Noite capaz de fazer da televis&#227;o a &#250;nica express&#227;o de companhia, a condu&#231;&#227;o viabilizadora do outro dia.&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=610" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	<a href="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/lider.jpg" rel="" style="" target="" title="" rel="lightbox[610]"><img alt="" class="size-medium wp-image-715 alignleft" height="225" src="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/lider-300x225.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; " title="lider" width="300" /></a><font face="Arial">Noite fria, exuberantemente fria, Daquelas noites que sugerem sof&aacute; e cobertor, ch&aacute; quente, caf&eacute; ou chocolate. Frio que invade frestas e que penetra a alma. Essas noites que d&atilde;o o sentido da solid&atilde;o e que demitem as ruas. Noite capaz de fazer da televis&atilde;o a &uacute;nica express&atilde;o de companhia, a condu&ccedil;&atilde;o viabilizadora do outro dia.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">H&aacute; algum tempo Irina lia o livro, Os Patriotas de Max Gallo e, sentindo-se sem lugar, pois s&oacute; e angustiada, inevitavelmente mobilizada pelo personagem Bertrand Renaud de Thorenc, decide que iria assistir ao programa eleitoral e exclamou para si mesma: &#39;&agrave;s vezes &eacute; diante da mediocridade que se compreende a vida. &Eacute; a partir de nossas compreens&otilde;es que n&atilde;o se desiste, que se d&aacute; o impulso para a perseveran&ccedil;a e para a esperan&ccedil;a.&#39; </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">A cada candidato ( que vem do latim, via c&acirc;ndido, branco, puro ), que clamava a ades&atilde;o dos eleitores &agrave;s suas promessas, Irina se irritava e compreendia a ironia que pautava aquelas express&otilde;es caricaturais que invadiam seu sossego triste. Levantando-se da poltrona, mas n&atilde;o sem antes dirigir o controle remoto para matar todos os usurpadores de consci&ecirc;ncias, constatou que onde poderia ver gente com p&eacute;s fincados na realidade era no supermercado &Ecirc;nfase, pois ainda era cedo.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Irina penteia os cabelos, passa o baton costumeiro, veste uma roupa adequada para suportar o frio e pensa que n&atilde;o sabia o que iria comprar.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Entra no &Ecirc;nfase reflexiva. Caminha por entre as g&ocirc;ndolas, cumprimenta cada colaborador com um &#39;boa noite&#39; intimista, tira dos seus lugares um produto ou outro, contempla-os, observa a validade e resolve buscar um, carrinho. Exclama, para um e para outro profissional dos v&aacute;rios setores, &#39;que noite fria, estar com voc&ecirc;s me faz muito bem, pois n&atilde;o ag&uuml;ento mais aqueles pol&iacute;ticos me dizendo o que n&atilde;o v&atilde;o fazer mentindo.&#39; Foi colocado os produtos no carrinho absorta e sugerindo para si mesma n&atilde;o compromisso, olhava para o interior do carrinho disfar&ccedil;ando, pois olhava mesmo para seu interior que desenvolvia um texto imagin&aacute;rio sobre Mateus, gerente do supermercado. Enquanto Mateus finalizava o di&aacute;logo de noite com seus repositores, Irina mentalmente descrevia para si o que fazia dele o gerente de excel&ecirc;ncia que era: &#39;educado e sens&iacute;vel &agrave;s quest&otilde;es do estar-no-mundo de sua equipe e de seus clientes, organizados, transparentes e leal ao supermercadista, seu patr&atilde;o. Preocupado com as dificuldades dos clientes, mas n&atilde;o passional. Exigente com a limpeza da loja. Estava sempre disposto a resolver os problemas que se lhe apresentavam. &#39;</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">A boa Lideran&ccedil;a &eacute; aquela que marca a todos, equipe e clientes, pela transpar&ecirc;ncia e disposi&ccedil;&atilde;o para a verdade e, sobretudo, uma gest&atilde;o equilibrada.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja</font>
</p>
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		<title>A consulta</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[A madrugada era chuvosa. Chuva fina e insistente. O frio era suport&#225;vel. Os bichinhos de luz e mariposas voavam tirando fino da l&#226;mpada acesa. O sil&#234;ncio fazia o tempo demorar a distanciava a aurora do dia seguinte. Durante v&#225;rios dias, Irina havia estado muito calada, e, ao insistirem com ela, acabou confessando haver entrado numa&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=608" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	<font face="Arial">A madrugada era chuvosa. Chuva fina e insistente. O frio era suport&aacute;vel. Os bichinhos de luz e mariposas voavam tirando fino da l&acirc;mpada acesa. O sil&ecirc;ncio fazia o tempo demorar a distanciava a aurora do dia seguinte.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Durante v&aacute;rios dias, Irina havia estado muito calada, e, ao insistirem com ela, acabou confessando haver entrado numa persist&ecirc;ncia nost&aacute;lgica.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Agrade&ccedil;a &agrave; sua perseveran&ccedil;a disse-lhe, naquele dia, Mateus, gerente do supermercado &Ecirc;nfase. Irina, n&atilde;o tinha d&uacute;vida, havia algum tempo, entregava-se a uma nostalgia on&iacute;rica. Ressaltava o passado o que havia feito; o que deixara de realizar. Pensava que o seu hoje era exatamente a atualiza&ccedil;&atilde;o de tudo: dores, amarguras, mas tamb&eacute;m algumas coisas boas.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Naquela madrugada lia por um tempo e fazia suas ora&ccedil;&otilde;es por outro tempo. Assim:</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Pai nosso que estais no c&eacute;u. Santificado seja o vosso nome. Venha a nos o Vosso Reino&#8230;</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Nossa Senhora da Abadia, M&atilde;e de Deus, Fa&ccedil;a com que eu guarde um cora&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a, puro e transparente. Como uma fonte. D&aacute;-me um cora&ccedil;&atilde;o simples que n&atilde;o queira saborear o pessimismo; um cora&ccedil;&atilde;o magn&acirc;nimo para dar, carinhoso para a compaix&atilde;o. Um cora&ccedil;&atilde;o fiel e generoso&#8230; </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Do livro Os anos de aprendizado de Wilhen Meister, de Goethe, encantara-se com um poema e come&ccedil;ou imediatamente a escreve-lo:</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">S&oacute; quem conhece a nostalgia</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Sabe de que pade&ccedil;o ! </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">A s&oacute;s e &agrave; margem</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">De todas as alegrias,</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Para o firmamento</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Volto meu olhos.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Ah! Quem me ama e me conhece</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Est&aacute; distante.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Sinto vertigens, um fogo queima.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Em minhas estranhas.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">S&oacute; quem conhece a nostalgia</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Sabe de que pade&ccedil;o.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Em seguida rabiscou o papel desenhando uma m&aacute;scara e escreveu: Todos os rostos se transformam em m&aacute;scaras. Fantoches que tentam fazer sucumbir &agrave; verdade. Almas p&aacute;lidas e envergonhadas. Carentes&#8230;</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Ao levantar-se da poltrona caminhou at&eacute; a cozinha para tomar ch&aacute; verde, bom para o colesterol, dissera-lhe, seu amigo Mateus, gerente do &Ecirc;nfase. Lembrou-se que cedo, pela manh&atilde;, precisamente &agrave;s 8 horas, teria sua primeira consulta com o psicanalista indicado por Mateus. Dormiu e sonhou que o, &#39;&Ecirc;nfase passava por um processo de preven&ccedil;&atilde;o de perdas&#39;. Acordou, pensando, que &#39;prevenir perdas &eacute; o sentido da vida&#39;. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Pois bem, fale-me de voc&ecirc;. Fale tudo o que passar por sua cabe&ccedil;a &#8211; disse o psicanalista. Com um semblante que indicava, capacidade de espera&#8230; Paci&ecirc;ncia.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Irina parecia n&atilde;o estar nesse mundo. Como recurso para dar conta, olhava cada ponto do consult&oacute;rio: luz de penumbra, mesa que comportava livros, poltronas, estantes com livros bem desarrumados e por ultimo fixava olhar nos &oacute;culos e nos cabelos desalinhados daquele senhor com seus, mais ou menos, 55 anos.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Pois bem, ent&atilde;o, o que lhe aflige?</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Foi muito dif&iacute;cil sair de casa para vir at&eacute; aqui, exclamou Irina.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ De Fato, caminhar na dire&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio encontro, &eacute; mesmo, muito dif&iacute;cil, acentuou, o psicanalista. Continue. Incentivou.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Sabe, tenho 44 anos e dez anos para c&aacute;, minha vida mudou muito, pois o sofrimento me abotoou. N&atilde;o me deixou ser a mesma de antes. A ang&uacute;stia e a amargura, s&atilde;o a minha agrura cotidiana. N&atilde;o durmo direito, n&atilde;o descanso e s&oacute; penso que tudo n&atilde;o vale a pena.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Como era antes? Arg&uuml;iu o profissional das mentes perturbadas.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Era melhor. Brinquei muito na minha inf&acirc;ncia. Compreendia a vida, como o palco da felicidade. Jamais tive o sentimento de que seria inevit&aacute;vel a viv&ecirc;ncia de desamparo; e, que, a solid&atilde;o, nos espreita o tempo todo.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">O psicanalista em sil&ecirc;ncio. O suposto saber vigilante e como testemunha, do contar uma vida e das vicissitudes de uma alma, de um destino.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Sou a terceira de tr&ecirc;s irm&atilde;os. Sou a &uacute;nica mulher e talvez, a promessa do futuro garantido, tenha incidido mais em mim. Compreende? Meu Pai era muito generoso e minha m&atilde;e ing&ecirc;nua. N&atilde;o sabiam, n&atilde;o Pensavam que o mundo tem a voca&ccedil;&atilde;o para mudan&ccedil;as. Assim todo o surpreendente de um mundo diferente abalou toda a estrutura familiar&#8230;</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Nosso tempo acabou. Volte amanh&atilde;. &Agrave;s tr&ecirc;s da tarde, est&aacute; bem? Irina de que&#8230;?</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Perguntou o analista. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja</font>
</p>
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		<title>Diplomacia</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
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		<description><![CDATA[N&#227;o fosse a chuva, o sil&#234;ncio era completo. Acordada e desacordada consigo, sofria e pensava que havia morrido para o mundo. Aquela madrugada lhe parecia eterna. Andou pela casa e recordava outros tempos. Pensou na vida&#8230; Imaginariamente freq&#252;entou lugares, lembrou-se de pessoas, na verdade, voou para o passado. Mas para justificar a dor da ang&#250;stia,&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=606" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	<font face="Arial">N&atilde;o fosse a chuva, o sil&ecirc;ncio era completo. Acordada e desacordada consigo, sofria e pensava que havia morrido para o mundo. Aquela madrugada lhe parecia eterna. Andou pela casa e recordava outros tempos. Pensou na vida&#8230; Imaginariamente freq&uuml;entou lugares, lembrou-se de pessoas, na verdade, voou para o passado. Mas para justificar a dor da ang&uacute;stia, solicitou de si equil&iacute;brio.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Irina sabia que algo se pronunciava diferente no convite de Mateus, gerente do supermercado &Ecirc;nfase. Por&eacute;m, antes que fosse aberta a porta do amanhecer daquele dia especial, ainda visitou a porta-retratos para ganhar for&ccedil;as dos rostos e express&otilde;es daqueles entes queridos que habitavam os compartimentos de sua alma, mas que j&aacute; estavam no al&eacute;m. Visitou-os, um a um, relembrando situa&ccedil;&atilde;o, circunst&acirc;ncias vividas e proporcionadas por aqueles que o jogo da vida e da morte, impusera a adeus inevit&aacute;vel de algum dia. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Um tanto de esperan&ccedil;a se apropriou de Irina. Surpresa se animou e um sentimento, que n&atilde;o sabia nomear, significou bem-estar.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Mateus tinha sido claro e objetivo. &#39;voc&ecirc; quer ou n&atilde;o quer aceitar esse desafio?&#39; Pensou, que &eacute; capaz&#39;, disse para Irina, Mateus. Precisamos aqui no &Ecirc;nfase de algu&eacute;m com seu perfil, ou seja, assim: educada e paciente&#39;. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Irina se arrumava, com a satisfa&ccedil;&atilde;o e d&uacute;vida, de uma adolescente que se prepara para o seu primeiro baile. Estava alegre. Por que n&atilde;o dizer feliz? Diante do espelho sorria e com cuidado, penteava os cabelos lavados. Pensava na roupa, que teria que ser adequada para sua estr&eacute;ia no &Ecirc;nfase sabia, o seu grande palco de resgate de uma vida que poderia ser importante, plena e longeva, daquele dia em diante.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Por&eacute;m, leitor, cumpre-me fazer uma inconfid&ecirc;ncia, e, desde j&aacute;, pe&ccedil;o-lhe desculpas. Pois na noite que antecedeu esse dia de liberta&ccedil;&atilde;o da vida de Irina, esta nossa querida personagem deu-me um telefonema e nesse demonstrava-se perplexa e preocupada.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Alberto, boa noite, voc&ecirc; pode conversar um pouco?</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">O que , imediatamente, consenti. Disse-lhe que falasse a vontade, perguntou-lhe se estava bem.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Meu querido Alberto voc&ecirc; n&atilde;o imagina o que me aconteceu!? Sabe o supermercado &Ecirc;nfase? Pois &eacute;, o gerente Mateus me convidou para ser hostess. Voc&ecirc; sabe do que se trata?</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Fiz um hum&#8230; humm. E, assenti, que mais ou menos, tinha alguma no&ccedil;&atilde;o.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Sem titubear, e como uma metralhadora de palavras e sentimentos, passou a me explicar qual seria sua nova miss&atilde;o.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ O Mateus quer que eu seja o &#39;cuidado&#39; com os clientes, mas muita imparcialidade, equil&iacute;brio e serenidade. Toda a orienta&ccedil;&atilde;o ao cliente dentro da loja vai ser fun&ccedil;&atilde;o minha. Terei que exercitar condi&ccedil;&otilde;es de dizer n&atilde;o e tamb&eacute;m sim para os clientes. Minha performance dever&aacute; ser firme nos momentos que exigirem firmeza, mas em outras situa&ccedil;&otilde;es que exigem flexibilidade terei que disponibiliz&aacute;-la. Parece-me que algumas tentativas j&aacute; foram realizadas em outras empresas. No entanto pela complexidade que se estabelece quanto aos relacionamentos no &acirc;mbito da hierarquia das lojas supermercadistas, essa experi&ecirc;ncia n&atilde;o tem dado muito certo. Por&eacute;m o pessoal do &Ecirc;nfase quer experimentai-la. O Mateus me disse que eles pensam que essa experi&ecirc;ncia &eacute; uma exig&ecirc;ncia dos tempos atuais.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Escutava com aten&ccedil;&atilde;o e vivia a sensa&ccedil;&atilde;o de que gostava do que estava ouvindo.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">E Irina continuava:</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">_ Eles pensam, assim me disse Mateus, que se houver um combate aos sentimentos primitivos, dentro da loja, como ci&uacute;me, inveja e vaidades na hierarquia, esse processo pode se tornar uma condi&ccedil;&atilde;o de melhor resultado. O problema passa pelo corporativismo emergente de gerentes que n&atilde;o evolu&iacute;ram e da inseguran&ccedil;a desses, que interpretam, que podem ser destitu&iacute;dos. Dizem que a hostess &eacute; muito importante em outros pa&iacute;ses, por tratar-se da respons&aacute;vel pela log&iacute;stica do atendimento.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Pediu-me desculpas pelo inc&ocirc;modo e se despediu.</font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">Acentuei, que lhe desejava um &oacute;timo trabalho e vida nova. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja</font>
</p>
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		<title>O mundo ainda não acabou</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Nogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[Eliane Nogueira, psicanalista e s&#243;cia &#8211; propriet&#225;ria da Assertiva RH, diz que sua empresa trabalha exatamente&#39; essa perda, porque a pessoa acha que o mundo acabou e que nunca mais vai conseguir outro emprego&#39;. Mas para ela, na verdade, essa pode ser a possibilidade de fazer uma auto-an&#225;lise e corrigir as falhas que por ventura&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=604" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	<a href="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/primeiroemprego4.jpg" rel="" style="" target="" title="" rel="lightbox[604]"><img alt="" class="size-medium wp-image-709 alignleft" height="200" src="http://assertivarh.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/primeiroemprego4-300x200.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; " title="primeiroemprego4" width="300" /></a><font face="Arial">Eliane Nogueira, psicanalista e s&oacute;cia &#8211; propriet&aacute;ria da Assertiva RH, diz que sua empresa trabalha exatamente&#39; essa perda, porque a pessoa acha que o mundo acabou e que nunca mais vai conseguir outro emprego&#39;. Mas para ela, na verdade, essa pode ser a possibilidade de fazer uma auto-an&aacute;lise e corrigir as falhas que por ventura existam. Eliane diz que &#39;as pessoas se acomodam e pensam que est&atilde;o garantidas no emprego; e se esquecem que hoje em dia, nenhuma empresa, nem mesmo as estatais, d&atilde;o essa garantia&#39;. Ela acha que a quest&atilde;o crucial &eacute; o aprimoramento profissional. &#39;Se o Ser Humano, indiv&iacute;duo e trabalhador, em qualquer &aacute;rea, n&atilde;o estiver se aprimorando profissionalmente e como pessoa, as chances de uma demiss&atilde;o s&atilde;o muitos maiores&#39;, diz. </font>
</p>
<p>
	<font face="Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eliane Nogueira</font>
</p>
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		<title>Palco da desesperança</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:56:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#201; inevit&#225;vel que se compreenda ser o Brasil palco de lideran&#231;as sem comprometimento e implica&#231;&#227;o com os rumos da na&#231;&#227;o. A hist&#243;ria brasileira ressalta posicionamento e atitudes, sobretudo, com a marca do mando arranjado perseverante, e, ou, do desmando originado de funcionamento pessoal patol&#243;gico, considerando-se todos os poderes do pa&#237;s. O percurso hist&#243;rico brasileiro registra&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=602" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	&Eacute; inevit&aacute;vel que se compreenda ser o Brasil palco de lideran&ccedil;as sem comprometimento e implica&ccedil;&atilde;o com os rumos da na&ccedil;&atilde;o. A hist&oacute;ria brasileira ressalta posicionamento e atitudes, sobretudo, com a marca do mando arranjado perseverante, e, ou, do desmando originado de funcionamento pessoal patol&oacute;gico, considerando-se todos os poderes do pa&iacute;s. O percurso hist&oacute;rico brasileiro registra impactos de acontecimentos que p&otilde;es em prova a paci&ecirc;ncia e o sentido de ingenuidade de seu povo, por exemplo, a gest&atilde;o pol&iacute;tica tem sido a conseq&uuml;&ecirc;ncia de performances das lideran&ccedil;as dissimuladas e com escassez de profundidade. Da&iacute; temos um Brasil com fome, entristecido e sem esperan&ccedil;a.
</p>
<p>
	A m&iacute;dia, com sua compet&ecirc;ncia ineg&aacute;vel e com perseveran&ccedil;a, apresenta para a sociedade brasileira e para o mundo esse inusitado estado de sucateamento a que se submete nossa na&ccedil;&atilde;o. Sinaliza um cotidiano de funcionamento de nossos pol&iacute;ticos que sem d&uacute;vida, sugere irresponsabilidade, insensatez e incopet&ecirc;ncia.
</p>
<p>
	Pois bem. Tomamos mais um susto advindo da loucura dos senhores dos pal&aacute;cios,. Com a alma j&aacute; sofrida de outros acontecimentos, surpreende-nos, agora, o cinicamente denominado apag&atilde;o. O povo &eacute; convocado a prometer esfor&ccedil;os e dar respostas &ndash; solu&ccedil;&atilde;o para os transtornos irrevers&iacute;veis. Por&eacute;m, para al&eacute;m do apag&atilde;o energ&eacute;tico, contata-se, e devem ser sublinhados, os apag&otilde;es: de consci&ecirc;ncia, de mem&oacute;ria e de sensibilidade. Claro, desses senhores, que sob o efeito da arrog&acirc;ncia narcisista e da obnubila&ccedil;&atilde;o de suas consci&ecirc;ncias, sem d&uacute;vida, mit&ocirc;manos inverterados, simulam o futuro do presente da na&ccedil;&atilde;o.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja
</p>
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		<title>Constatação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela era demasiadamente bonita, realmente linda. Desde muito cedo tomou gosto por se admirar, por gerar semblantes, projet&#225;-los para o seu entorno, de modo, a imprimi-los na alma de todos. Sempre adorou estar sob chuvas de elogios. Compreendia a vida como palco da beleza, acreditava que nesse palco, haveria sempre, seu lugar garantido. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Bem&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=600" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	Ela era demasiadamente bonita, realmente linda. Desde muito cedo tomou gosto por se admirar, por gerar semblantes, projet&aacute;-los para o seu entorno, de modo, a imprimi-los na alma de todos. Sempre adorou estar sob chuvas de elogios. Compreendia a vida como palco da beleza, acreditava que nesse palco, haveria sempre, seu lugar garantido.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem nascida, supunha-se escolhida, dona de seu destino. Nada e ningu&eacute;m, poderia interferir em seu caminho forrado de alegria e ornado de amor. A equa&ccedil;&atilde;o maior e que jamais a deixaria era a certeza: beleza gera esperan&ccedil;a e esperan&ccedil;a gera felicidade.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Definitivamente n&atilde;o se daria &agrave; tristeza e a ang&uacute;stia jamais a escolheria. Dimensionava-se para al&eacute;m de qualquer agrura, pois forte, altiva e diferenciada de tudo que pudesse sugerir senso comum.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ela n&atilde;o se importava com o passado. Ela n&atilde;o se importava com o presente. Ela s&oacute; dava trela para a certeza do amanh&atilde;, o futuro rico de tudo que, pensava, merecia.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Menina tinha bonecas, suas preferidas eram as Barbies e adorava pente&aacute;-las. Mo&ccedil;a colecionava revistas e essas, seu espelho, pois se referenciava o tempo todo nas modelos e artistas. Mulher gostava obstinadamente de cuidar de seus cabelos. Seu gosto pelos penteados virara uma obsess&atilde;o. A cada dia solicitava para si, um corte, ou, um penteado da moda.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ningu&eacute;m tem d&uacute;vida dos mist&eacute;rios da vida e esses est&atilde;o sempre incidindo em n&oacute;s de algum modo. Ela n&atilde;o poderia ser uma exce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o sabia. Sonhava, sonhava&#8230; Seu quarto era o ambiente de que realmente gostava. De l&aacute;, projetava sua vida, imaginada, para&nbsp; o mundo.&nbsp;
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Subitamente, ela come&ccedil;ara a amar. Primeiro, o menino vizinho, que passava em baixo de sua janela e que deixou de existir. Come&ccedil;ara uma novela nova, um personagem lhe chamava a aten&ccedil;&atilde;o. Fora paix&atilde;o pra valer. Motivava ins&ocirc;nia, tremor, tristeza, raiva.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apaixonou-se sempre sem a m&iacute;nima sustentabilidade para suas paix&otilde;es. Amou&#8230; Amou desenfreadamente. Mas os gostos n&atilde;o s&atilde;o iguais para todos. Enganava-se e sofria. Sofria muito.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Insidiosamente a valoriza&ccedil;&atilde;o do passado come&ccedil;ara a implic&aacute;-la e a vida de sonhos e ilus&otilde;es come&ccedil;ou a desmoronar. Assim, tristeza e temor do hoje e do amanh&atilde;, ressaltavam- se em seu cotidiano. A amargura se transformava em comportamentos e desesperos. Buscava recursos, prioritariamente, em sua cole&ccedil;&atilde;o de revistas de imagens das celebridades televisivas. Virava duas p&aacute;ginas e, de imediato vivia a f&uacute;ria e em seguida a vertigem por n&atilde;o dar conta de se deparar com cabelos belos, vi&ccedil;osos e muito bem penteados. Raivosa rasgava cada p&aacute;gina com express&atilde;o de crueldade, apenas queria aniquilar a beleza daquelas que significaram modelos para si, em tempos recentes.&nbsp;
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ela n&atilde;o sabia para aonde o tempo a levaria. O olhar do pai que acreditava ser o melhor indicador do destino sucumbira.&nbsp; Compreendia que sempre fora um vetor de exist&ecirc;ncia fr&aacute;gil e que sugeria a dissimula&ccedil;&atilde;o. O susto maior emergira ao se dar conta que a constante complac&ecirc;ncia da m&atilde;e n&atilde;o seria o que a salvaria. Portanto, solit&aacute;ria e desamparada, se perdia e se abandonava.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Era manh&atilde; de domingo. Manh&atilde; chuvosa, escura. A dor no peito referenciava o sofrimento. N&atilde;o havia pai. N&atilde;o havia mais m&atilde;e. Somente um mundo, para ser errante.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Andar pelas ruas. Andar pelas noites frias, com medo. Era a preval&ecirc;ncia da inconsci&ecirc;ncia. Caminhava com pressa. Sua mente repleta de imagens, de pensamentos&#8230;
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A estranheza a habitava, torturando-a. A opress&atilde;o de uma exist&ecirc;ncia forjada na pauta da certeza e da garantia. Ela, nas tardes dos dias nublados, passou a atacar os cabelos, bem penteados de todas as mo&ccedil;as que se descuidavam de sua presen&ccedil;a. Pendurava-se nos fios de cabelos bem tratados e gritava: Bem feito, bem feito!
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja
</p>
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		<title>Perplexidade Fragilizante</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Perplexidade Fragilizante &#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Alberto Pantoja* &#160; &#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Estamos imersos num cotidiano rico em surpresas e desafios. Cotidiano advindo do mundo globalizado e em crise, que submete todos a um estado de perplexidade fragilizante. Por um lado, v&#234;-se, diante do quadro, uma minoria, com inser&#231;&#227;o impulsionada &#224;s vantagens e generosidades. Por outro, muitos,&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=597" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Perplexidade Fragilizante
</p>
<p>
	&nbsp;
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alberto Pantoja*
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	&nbsp;
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	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estamos imersos num cotidiano rico em surpresas e desafios. Cotidiano advindo do mundo globalizado e em crise, que submete todos a um estado de perplexidade fragilizante. Por um lado, v&ecirc;-se, diante do quadro, uma minoria, com inser&ccedil;&atilde;o impulsionada &agrave;s vantagens e generosidades. Por outro, muitos, quase todos, submetidos &agrave; inibi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, social e&nbsp; ideol&oacute;gica. Portanto, ao primeiro grupo, a inclus&atilde;o e o encantamento; ao segundo a exclus&atilde;o e o desencanto.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para os brasileiros, parece pauta do destino. O que serve, unicamente, para o registro da desconstru&ccedil;&atilde;o da alma, de uma massa populacional,&nbsp; que sofre e&nbsp;&nbsp; agoniza, acomodada com os ditames do &ldquo;assim seja&rdquo;,&nbsp; do &ldquo;h&aacute; que se conformar&rdquo; e do &ldquo;deixa-pra-l&aacute;&rdquo;. Parece que muitos nasceram do lado da ang&uacute;stia, da desesperan&ccedil;a. Enquanto outros pouqu&iacute;ssimos, nasceram, privilegiadas ganharam ber&ccedil;o na bonan&ccedil;a e/ou no o&aacute;sis existencial. Pois bem, pa&iacute;s configurado em duas margens.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o h&aacute; mais como tapar a pobreza e a desigualdade com a peneira do sil&ecirc;ncio m&oacute;rbido. N&atilde;o d&aacute; mais para ficar nas solu&ccedil;&otilde;es promovidas por lideran&ccedil;as pautadas pela soberba e pelo j&uacute;bilo perverso.&nbsp; Chegou a hora do equil&iacute;brio que promova o destino de todos e n&atilde;o somente de alguns.
</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todos os brasileiros estamos &agrave; espera de atos advindos de uma pol&iacute;tica viabilizada pela maturidade. Precisamos de institui&ccedil;&otilde;es dignas, honestas, que neguem o corporativismo. E assim possam destituir a autoriza&ccedil;&atilde;o da loucura que vinga&nbsp; em seus quadros. Por essa via, possamos acreditar que deputados, senadores, magistrados e governadores, fiquem parceiros de um povo que apenas quer trabalhar e viver o sentido de cidadania.
</p>
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	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;
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	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Psicanalista e escritor
</p>
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		<title>Para Além da Auto Ajuda: Vida e Trabalho</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wrsi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[RESENHA &#160; Caroline Soares [1] PANTOJA, Alberto. Para Al&#233;m da Auto Ajuda: Vida e Trabalho. Belo Horizonte, 3&#176; Edi&#231;&#227;o. Tupiggraf e Impresso Gr&#225;fica, 1999. Alberto Pantoja &#233; Psic&#243;logo e Psicanalista, Presidente do GREP (Grupo de Estudos Psicanal&#237;ticos de Belo Horizonte), Presidente do Projeto Palavra, Consultor de Desenvolvimento Humano da Assertiva &#8211; RH e Respons&#225;vel T&#233;cnico&#160;<a href="http://assertivarh.com.br/site/?p=595" class="read-more">[...] Continue lendo</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
	RESENHA
</p>
<p>
	&nbsp;
</p>
<p>
	Caroline Soares [1]
</p>
<p>
	PANTOJA, Alberto. Para Al&eacute;m da Auto Ajuda: Vida e Trabalho. Belo Horizonte, 3&deg; Edi&ccedil;&atilde;o. Tupiggraf e Impresso Gr&aacute;fica, 1999.
</p>
<p>
	Alberto Pantoja &eacute; Psic&oacute;logo e Psicanalista, Presidente do GREP (Grupo de Estudos Psicanal&iacute;ticos de Belo Horizonte), Presidente do Projeto Palavra, Consultor de Desenvolvimento Humano da Assertiva &ndash; RH e Respons&aacute;vel T&eacute;cnico pelo Setor de Sa&uacute;de Mental do Centro Comunit&aacute;rio de Inha&uacute;ma &ndash; MG.
</p>
<p>
	O livro tr&aacute;s dezesseis palestras ministradas pelo pr&oacute;prio autor no decorrer de sua trajet&oacute;ria profissional, onde ele conta casos ver&iacute;dicos de an&aacute;lise relacionados &agrave; vida e o trabalho no cotidiano das pessoas.
</p>
<p>
	O principal objetivo do Psicanalista &eacute; possibilitar ao sujeito olhar para a sua pr&oacute;pria subjetividade, buscando ir &ldquo;Para Al&eacute;m da Auto-Ajuda&rdquo; em busca de novos projetos de vida, que ir&atilde;o ser beneficiados a partir de si pr&oacute;prios e n&atilde;o atrav&eacute;s dos outros.
</p>
<p>
	Os t&iacute;tulos s&atilde;o muito atrativos e as id&eacute;ias bastante originais, pois a todo o momento o autor utiliza-se de sua criatividade para criar exemplos, que v&atilde;o ilustrando hist&oacute;rias que foram resgatadas para responder a algumas quest&otilde;es do qual o sujeito ainda n&atilde;o se deu conta.
</p>
<p>
	Pantoja em uma de suas palestras, tr&aacute;s que embora alguns neguem a necessidade de ajuda as pessoas est&atilde;o a todo tempo implorando &ldquo;botes&rdquo; para se salvar, s&oacute; que isto para ele &eacute; um engano, pois n&atilde;o pode se sustentar algo que n&atilde;o existe.
</p>
<p>
	N&atilde;o adianta pedir a algu&eacute;m que pense pelo outro, esta &eacute; uma vis&atilde;o distorcida e se a pessoa n&atilde;o se dispuser a fazer sua pr&oacute;pria jornada, mais cedo ou mais tarde poder&aacute; entrar em um colapso existencial. Para se salvar tem que recorrer aos pr&oacute;prios recursos.
</p>
<p>
	Em qualquer &acirc;mbito, inclusive no que tange &agrave; inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, que tem grande destaque nas palestras ministradas por Pantoja, todos est&atilde;o pautados por uma concep&ccedil;&atilde;o acerca de si mesmo, sendo que todas as escolhas s&atilde;o concep&ccedil;&otilde;es de tudo aquilo que faz parte do instante atual.
</p>
<p>
	Quantas pessoas j&aacute; perderam o emprego e disse: &ldquo;Eu sou um desempregado!&rdquo; Este &eacute; um equ&iacute;voco para o autor, pois ningu&eacute;m &eacute; desempregado, mas est&aacute; desempregado. Visualizar-se a partir desta margem &eacute; muito diferente de se defrontar com uma constata&ccedil;&atilde;o: a de que naquele momento est&aacute; desempregado.
</p>
<p>
	Isto possibilita a uma articula&ccedil;&atilde;o que mexe com muitos profissionais que hoje est&atilde;o passando por situa&ccedil;&atilde;o semelhante a esta. Se estiver desempregado, pode se empregar, pois ningu&eacute;m &eacute; desempregado.
</p>
<p>
	Um outro t&oacute;pico colocado em pauta em suas palestras discorre sobre a subjetividade do sujeito. Quantas pessoas n&atilde;o t&ecirc;m convic&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio nome, n&atilde;o sabe nem que &eacute;. Pantoja afirma: Se algu&eacute;m pergunta &ldquo;Quem &eacute; voc&ecirc;&rdquo; o outro responde: &ldquo;Eu sou primo de fulano&rdquo; &ldquo;Irm&atilde;o de ciclano&rdquo;. O sujeito n&atilde;o d&aacute; conta de arcar com o seu estar no mundo e perde a sua identidade, ficando carente da autoriza&ccedil;&atilde;o do outro.
</p>
<p>
	O Psicanalista prop&otilde;e ao leitor pensar que todos n&oacute;s devemos caminhar no sentido de se sentir importante, n&atilde;o em termos de arrog&acirc;ncia ou grandiosidade, mas em termos de bem-estar com a pr&oacute;pria pele. Segundo Pantoja, poucos se sintonizam consigo mesmo, pois est&atilde;o preocupados em sintonizar com as outras coisas.
</p>
<p>
	Pantoja diz que o tempo &eacute; implac&aacute;vel e passa rapidamente. E quando numa noite a pessoa se d&aacute; conta de que est&aacute; estacionada na vida e que poderia ter mudado algo j&aacute; &eacute; tarde e o que lhe resta &eacute; a desilus&atilde;o, ang&uacute;stia, adoecimento e em muitos casos at&eacute; a morte.
</p>
<p>
	Toda a fundamenta&ccedil;&atilde;o trazida pelo autor de forma simples e com assunto t&atilde;o especializado para o p&uacute;blico geral, sustenta argumentos que convence o leitor de que tudo o que ele aborda &eacute; um fato natural, imanente ao ser humano; um processo espont&acirc;neo como crescer.
</p>
<p>
	&ldquo;Para Al&eacute;m da Auto-ajuda: Vida e Trabalho&rdquo; n&atilde;o se trata de um livro de auto-ajuda que tr&aacute;s receitas de como se viver bem, obter o sucesso, dinheiro ou amor, mas sim de apontar que estas conquistas s&atilde;o poss&iacute;veis atrav&eacute;s de um percurso que &eacute; tra&ccedil;ado pelo pr&oacute;prio indiv&iacute;duo, diante dos seus posicionamentos e de suas ambi&ccedil;&otilde;es.
</p>
<p>
	A seq&uuml;&ecirc;ncia de palestras foi feita de maneira clara e direta e apresenta os preceitos aos ensinamentos de Freud, onde atrav&eacute;s de id&eacute;ias e palavras simples ele instiga o leitor a ir em busca de um saber a mais sobre a sua pr&oacute;pria verdade.
</p>
<p>
	Os textos n&atilde;o seguem uma ordem cronol&oacute;gica para serem lidos e s&atilde;o muito estimulantes, o que possibilita a qualquer tipo de p&uacute;blico ler o livro, al&eacute;m de cobrir um amplo leque de temas essenciais para aqueles que buscam a auto-realiza&ccedil;&atilde;o.
</p>
<p>
	[1] Analista de Recursos Humanos da Assertiva RH.
</p>
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